"Pequena história destinada a explicar como é precária a estabilidade dentro da qual acreditamos existir, ou seja, que as leis poderiam ceder terreno às exceções, acasos ou improbabilidades, e aí é que eu quero ver" (Julio Cortázar)


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

COM A PALAVRA: "Antonio Maia, por César Romero"

Antonio Maia - Ex-voto, Alma e Raiz


César Romero

Antonio Maia é um nome referência na pintura brasileira. Nasceu em Carmópolis - Sergipe e, aos 17 anos, se mudou para Salvador, onde ficou por três anos (1945-1948). Depois, transferiu-se para o Rio de Janeiro, e lá viveu por quase 50 anos. Nesse meio tempo, morou por dois anos entre Barcelona, Londres e Genebra (1970-1972), e em São Paulo (1974). Entretanto, sua vida e atuação se deu principalmente no Rio.

Fazer arte é uma atitude, um compromisso com os semelhantes, e essa sempre foi uma postura de Maia.

Hoje, as falácias e os embustes se transformaram em sinônimo da arte atual, arte recente. O fácil, o imediatismo, parecem estar triunfando sobre o profundo. Um artista troca sua vida pela arte, porque ela lhe dá sentido, ela é coisa maior que brota como revelação de uma atitude frente ao caos. Assim fez o artista. Sempre.

O tempo avança sobre os mortais com suas cicatrizes, seus desvãos até a finitude, quando se encerra a dialética. Mas para os escolhidos, marcha ao contrário, ratifica a qualidade, modela os exemplos. O esquecimento, que pode ser temporário, é a vingança do tempo, mas o bom sabe esperar e o tempo é justo. Agora, Antonio Maia vem filtrado de história para seu merecido lugar.

Essa exposição passou pela Bahia, agora Rio e São Paulo, para que a obra de Maia seja revista e possa prevalecer como merece.

A vida vai lavando seus tecidos, até que de puros triunfem sobre o lodo.

Exposição Antonio Maia - Ex-voto, Alma e Raiz
Curador César Romero
de 10/12/2016 a 28/02/2017 - 3ª a domingo, das 9h às 19h
Caixa Cultural São Paulo
(Pça da Sé, 111 - São Paulo)
Entrada gratuita.

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