"Eu sou ele, como você é ele, como você é eu, e nós somos todos juntos" (Alejandro Jodorowsky)


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Bate-Papo com cineasta santista Francisco de Paula


Madeleine Alves

Neste sábado, o Clube das Mães e Pais promove um bate-papo com o cineasta santista Francisco de Paula, que falará sobre a produção do seu mais recente trabalho, o documentário "Helena Meirelles - A Dama da Viola".

Francisco de Paula graduado em Comunicações, estudou Cinema na França e em Cuba. Assistente de direção de Cacá Diegues (em Quilombo), de Neville de Almeida (em Rio Babilônia) e Ozualdo Candeias, dirigiu e produziu oito curtas-metragens. Seu primeiro longa, Areias Escaldantes, foi lançado em 1985; seis anos depois, dirigiu Oceano Atlantis (1993).

Helena Meirelles – A Dama da Viola, seu terceiro longa, é um interessante documentário que trata não só da mucisista que intitula o filme, como também de toda a região onde Helena Meirelles vive. Recebeu o prêmio Spot Ligth Artist da revista norte-americana Guitar Player em 1993. Logo após, foi incluída entre as 100 palhetas do século. Só então gravou o seu primeiro CD. Aliás, é impossível dissociá-la daquele lugar: é nele que Helena cuidava de sua família; foi nele que ela aprendeu sozinha a tocar violão, escondida da proibição dos pais; foi nele que ela também trabalhou como lavadeira e benzedeira... E é a ele que Helena devota toda sua paixão musical, às pessoas que dela são fãs e a toda uma existência dignamente vivida no Mato Grosso do Sul, com influências fronteiriças advindas do Paraguai.

Além de falar um pouco sobre esse documentário, Francisco de Paula comentará sobre o panorama do cinema nacional e exibirá dois curtas-metragens de sua própria autoria.

O encontro é gratuito; contudo, as vagas são limitadas e as inscrições para a atividade (que devem conter: nome, sobrenome, telefone e endereço do participante) podem ser enviadas para tatianasanti19@yahoo.com.br até o dia 13 de novembro (sexta - feira).

A confirmação da inscrição será feita por e-mail e/ou telefone.


Helena Meirelles – A Dama da Viola
Documentário, 2004, 75 min., colorido, Brasil

Diretor: Francisco de Paula
roteiro: Sergio Bezerra e Francisco de Paula
fotografia: José Guerra
elenco: Helena Meirelles
produtor: Francisco de Paula

Filme selecionado para a 28ª MOSTRA BR DE CINEMA

Mostra Internacional de Cinema em São Paulo - 2004



Clube de Mães e Pais

Rua Benjamin Constant, 61 — Embaré

Santos/SP


www.clubedasmaesepais.com.br

stellacabaz@gmail.com

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Roteiros — Adaptação, por Contra Mão



Madeleine Alves e Carlos Oliveira


A descrição objetiva das cenas, seqüências e diálogos entre as personagens do filmesão partes essenciais do roteiro. O roteiro, forma escrita de um filme, é um texto escrito por um ou mais profissionais — os roteiristas, que criam uma história original ou adaptam uma já existente.

O roteiro adaptado, em geral, consiste na transposição de obras literárias para o cinema ou televisão. Tais obras literárias geralmente são livros ou contos, mas o autor pode se basear também em peças de teatro, HQ’s, poemas, cartas, crônicas, notícias de jornais, etc.

Para discutir as sendas e descaminhos da arte de escrever este tipo textual, a 2ª Oficina de Roteiro Cinematográfico do Grupo de Estudos Contra Mão de Cinema põe em foco adaptação literária para o cinema. Partindo da análise de textos literários, pretende-se, nesta oficina, mostrar como é possível descobrirmos fontes adaptáveis para o cinema, entendendo como as características de um texto com marcas literárias podem ou não se relacionar com os elementos narrativos, estilísticos e temáticos de um filme.

A Oficina, que ocorrerá em três encontros que compreendem atividades expositivas e práticas, será ministrada por Carlos Oliveira e Madeleine Alves, membros do Contra Mão. As inscrições podem ser realizadas de 28 de outubro a 04 de novembro. Basta enviar um e-mail com o assunto “Oficina de Roteiro” e currículo em anexo para: contra.mao2008@gmail.com.


A Seleção será feita via análise de currículo. Os selecionados serão comunicados via e-mail e a atividade é gratuita. Durante os trabalhos, apenas será pedido valor para despesas de cópia de textos.



Sábados, dias 07, 14, 21 e 28 de novembro de 2009

das 9h00 às 12h00

EMEF Ayrton Senna da Silva

Av. Sen. Pinheiro Machado (canal 1), 617

Campo Grande-Santos/SP
(Esquina com a Rua Carvalho de Mendonça)

Público alvo: profissionais e estudantes da área audiovisual e interessados em geral

Faixa etária: maiores de 18 anos


Carlos Oliveira é editor de vídeo e webdesigner. Estudou cinema e vídeo através das Oficinas Culturais do Estado de São Paulo e SENAC. Foi produtor independente de vídeos de eventos, iluminador e operador de câmera na Canbras/TVA, co-produtor do programa Show de Oportunidades, da TV Band Vale. Atualmente, é membro do Grupo de Estudos Contra Mão de Cinema, através do qual dirigiu seu segundo curta-metragem.


Madeleine Alves, uma jovem de 23 anos, é formada em Letras – Português/Inglês na Universidade Católica de Santos. Desde 2007, participa das atividades promovidas pela Associação Cultural Vontade de Ver (V2), que tem o propósito de promover discussões acerca de audiovisual na Baixada Santista. Em 2008, após participar de uma Oficina de Produção Cinematográfica, criou, juntamente com seus parceiros de oficina, o “Grupo de Estudos Contra Mão de Cinema“, cujas atividades visam estudar e produzir audiovisual de qualidade profissional na Baixada Santista; aliás, durante a citada oficina, participou da realização do curta-metragem Contra Mão exercendo várias funções no set, tal qual os outros oficineiros. Ainda nesse mesmo ano, ao concluir a faculdade, escreveu a monografia Curta-metragem: Experimentação — Narrativas, que usa as narrativas de dois curtas-metragens para tratar acerca da experimentação característica deste formato audiovisual, que está em processo de revisão. Em 2009, além de trabalhar como funcionária pública na Secretaria Estadual do Meio Ambiente e como professora de português para dois argentinos, começou a colaborar com as pesquisas teatrais realizadas pelo MOTIN — Movimento de Teatro Independente, principalmente na confecção e divulgação do blog do grupo. Revisa, também, alguns dos textos publicados no site “Ilustralando”, recentemente selecionado pelo VejaBlog. Fez algumas colaborações para o site CineZen Cultural e, ocasionalmente, publica alguns mateirais a respeito de arte em seu blog, o Signos Possíveis.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Apenas um pequeno... Incidente



Comissão que audita contas paralelas tem até um morto

Trata-se de Celso Aparecido Rodrigues, diretor financeiro do Senado. Ele foi designado para o Conselho de Supervisão do SIS (Sistema Integrado de Saúde) em agosto de 2003. Morreu dois anos depois.

Em tese, o colegiado deveria analisar as movimentações de três contas criadas para gerir as contribuições mensais dos funcionários que aderiram ao plano de saúde do Senado. Mas na prática essa tarefa coube exclusivamente ao ex-diretor-geral Agaciel Maia.

"Nunca participei de qualquer reunião desse conselho", disse ontem um de seus integrantes, o ex-diretor-geral Alexandre Lima Gazineo.

Como foi revelado pelo jornal neste domingo, as contas bancárias (duas na Caixa Econômica Federal e uma no Banco do Brasil) têm saldo de R$ 160 milhões e são movimentadas constantemente -somente neste ano, já foram sacados R$ 6 milhões. As retiradas são realizadas sem controle, já que, desde 1997, por decisão da Mesa Diretora do Senado, não constam da contabilidade oficial da Casa nem do Siafi (o sistema federal de acompanhamento dos gastos públicos).

A comissão, a quem caberia cuidar desse controle, ainda tem a mesma composição de 2003. No papel, é presidida pelo senador Romeu Tuma (PTB-SP), que foi designado na condição de primeiro-secretário do Senado, cargo que não ocupa desde 2004.

Entre as medidas anunciadas neste domingo pelo diretor-geral do Senado, Haroldo Tajra, está a definição de um novo presidente do conselho e a indicação dos demais membros, que serão escolhidos na próxima reunião da Comissão Diretora do Senado, sem data marcada.

Fonte: Folha de S. Paulo, 06/07/2009

Aguce o Faro: inscrições para o 7º Curta-Santos terminam em 31/07


O 7º Curta-Santos — que este ano terá treze mostras, das quais, quatro competitivas (Olhar
Caiçara Universitário, Olhar Caiçara Independente, Videoclipe Caiçara e Videoclipe Brasilis) — acontece de 15 a 19 de setembro de 2009 e traz novidades em sua estrutura. Um exemplo disso é a mostra Olhar Caiçara, que nesta edição se subdivide em duas categorias: a Universitária, que atende a demanda dos trabalhos acadêmicos e de conclusão de curso produzidos pelas universidades da região e a Independente, que procura valorizar os trabalhos produzidos no litoral paulista sem apoio de grandes produtoras.

As inovações da 7ª edição do Curta Santos se estendem à premiação também. Esse ano, a mostra Olhar Caiçara Independente divide o prêmio de melhor curta-metragem em dois segmentos: fictício e documental. Serão entregues ainda troféus para melhor ator, atriz, direção, roteiro, montagem, som e fotografia. Já a mostra Olhar Caiçara Universitária premiará melhor curta-metragem, pesquisa e direção.

Para o diretor do Curta Santos, Toninho Dantas, o crescimento e o amadurecimento da produção cinematográfica do litoral paulista durante sete anos de Festival, foi uma das razões que motivaram a reestruturação de algumas das mostras. De acordo com ele, a nova estrutura do festival é mais justa e organiza de maneira mais adequada a demanda das produções regionais.

Entre as mostras competitivas temos ainda a Videoclipe Caiçara e a Videoclipe Brasilis, que premiam respectivamente melhor clipe regional e melhor clipe nacional, além de melhor direção e performance.

No plano nacional, o Curta Santos exibe a mostra Olhar Brasilis. Dividida em cinco segmentos – sul, sudeste, centro-oeste, norte e nordeste – a mostra traz a pluralidade dos olhares de cada uma das regiões brasileiras e a realidade da atual produção nacional nesses locais. “Buscamos na sétima edição promover a descentralização da indústria audiovisual brasileira, tão acomodada com a produção oriunda do eixo Rio-São Paulo.”, comenta Toninho.

Sem poder ficar de fora das comemorações do ano da França no Brasil, o festival exibe também uma mostra especial que tem como objetivo expor a produção cinematográfica contemporânea e clássica francesa. A idéia é que a exibição das obras possa abrir espaços para discussões sobre as influências deste país absorvidas pela nossa cultura e seus reflexos em nosso cotidiano. O festival terá ainda uma mostra de longas metragens convidados; a mostra Curta Matine, elaborada para atender o público infantil; a mostra Curta Cris, voltada ao público GLBTS; além de oficinas e mesas-redondas.

As inscrições para a sétima edição do Curta Santos vão até 31 de julho e podem ser feitas através do site do festival. Os curtas-metragens que já participaram de outras edições e não foram selecionados poderão concorrer novamente. Não existem restrições quanto ao período de produção dos filmes ou temática abordada.


CINEME-SE: Um Festival Como Manda o Figurino


Acontecerá amanhã, no Teatro do SESC/Santos a abertura do Cineme-se — Festival da Experiência do Cinema, este ano em sua quinta edição. Alternando eventos em locais da cidade de Santos/SP — Teatro do SESC / Cineclube Lanterna Mágica / Clube dos Ingleses / Teatro Guarani —, desta vez o foco do evento é um aspecto muito interessante do fazer cinematográfico: o figurino. A entrada é gratuita, com convites limitados que devem ser retirados no local. Integrando debates e outras formas artísticas ao formato tradicional dos festivais, o CINEME-SE é uma atração diferenciada para quem gosta de cinema.

Elemento de destaque em produções de época e ficção científica, um bom figurino ajuda a contar a história do filme e características dos personagens, criando cenas memoráveis como no filme "O Pecado Mora ao Lado", em que o vestido branco de Marilyn Monroe se levanta com a saída de ar do metrô. Além de grandes cenas, o figurino também é o grande responsável pelo ambiente representado no cinema, independente da época onde se passa a história. Não é possível imaginar Leonardo Di Caprio e Kate Winslet na proa do Titanic vestidos com jeans e camiseta, certo?

A programação da abertura contará com a dançarina e professora do curso de Artes Visuais da Unisanta Érika Karnalchovas, apresentando as performances “Você sente o que não vê?” e “Porque eu não sou mais eu”. O número de dança terá início no foyer e seguirá para o palco do teatro do SESC, onde estará montada uma arena, na qual o espectador acompanhará o restante da sessão.

Os curtas-metragens “Dossiê Rê Barbosa”, “Blackout” e “Calango Lengo” foram os selecionados para exibição durante a abertura, que ainda contará com o conjunto Noisquatro e um grupo de dança flamenca, com projeção simultânea de clipes de filmes no telão. A apresentação fica por conta de Gabriela Góis.

Com o auxílio de jogos, personagens e ambientação especial, o CINEME-SE 2009 traz um pouco dos mistérios do universo dos figurinos ao alcance do espectador, que poderá aprender mais sobre o tema enquanto assiste a programação do festival.

Integrando debates e outras formas artísticas ao formato tradicional dos festivais, o CINEME-SE é uma atração diferenciada para quem gosta de cinema. De 14 a 19 de julho, o espectador experimenta de forma interativa o prazer de desconstruir a linguagem e a estética cinematográfica das obras exibidas. Veja, no site, a lista de selecionados para cada uma das sessões que compõem o CINEME-SE 2009.


Realização:
Cineclube Lanterna Mágica — Universidade Santa Cecília (Unisanta);

Associação Cultural Vontade de Ver (V2)

Co-realização:
SESC Santos



http://sites.unisanta.br/cineclube/cinemese


ricci@unisanta.br

(13) 3202-7100 ramal 257 ou 147.

domingo, 28 de junho de 2009

Cyclesigns

Madeleine Alves

Something subtle,

said the seeds,

smelling the future

with the feelings of the past...


And the air,

fulfilled with whispers,

became a song

of those who can't last


Forever.

Pause

Madeleine Alves


... e é hora de fechar a porta.

Fiquem lá fora, por favor,

a agenda, os dias, a hora.

É preciso cumprir o compromisso

de estar consigo mesmo

— e só.


Um copo de chá quentedoce

Um corpo deleita-se num banho morno

Uma, duas, palavras à esmo

Um sofá, um papel, uma caneta


Nada além do nada ao coisa nenhuma...

E no caos de tudo aquilo atrás da porta,

dá-se um jeito na segunda.