"Pequena história destinada a explicar como é precária a estabilidade dentro da qual acreditamos existir, ou seja, que as leis poderiam ceder terreno às exceções, acasos ou improbabilidades, e aí é que eu quero ver" (Julio Cortázar)


A Produtora Signos Possíveis começou neste blog de escrita. Aqui você encontrará uma seleção de textos escritos e escolhidos por Madeleine Alves. Para saber mais sobre o trabalho da produtora, procure a gente nas redes sociais!


quinta-feira, 23 de abril de 2009

Aula Aberta de Dança Indiana Moderna






Para aqueles que gostam de cultura indiana ou simplesmente adoram essa arte maravilhosa que é dançar, vai aqui uma excelente dica:

Aula Experimental de Dança Indiana no Espaço Namastê

Data: 27/04/2009

Local: Av: Pedro Lessa, 2287 sala 32 – Aparecida – Santos (em cima da Proplastic)

Horário: das 20h às 21h

Médicos descobrem árvore crescendo em pulmão de paciente


Russo reclamava de dor no peito e tosse; médicos suspeitaram de câncer.
Em cirurgia, foi encontrada planta de cerca de 5 cm em órgão de paciente.

Cirurgiões na Rússia acreditavam que iriam retirar um tumor do pulmão de um paciente de 28 anos. No entanto, eles encontraram uma planta - de cerca de 5 centímetros - crescendo no interior do órgão do paciente.

O incidente ocorreu na região dos Urais, segundo o diário "Komsomolskaya Pravda". Artyom Sidorkin reclamava de dor no peito e relatava aos médicos que tossia sangue. "Quando me disseram que haviam encontrado uma árvore no meu pulmão, pisquei e acreditei que estava delirando", conta Sidorkin.

Os médicos acreditam que Sidorkin tenha inalado uma semente de um abeto - uma árvore conífera comum na América do Norte, Ásia e Europa -, que depois começou a brotar em seu pulmão.

Fonte: Portal G1 (Planeta Bizarro), 13/04/09

Ponto Continuado

Madeleine Alves

Respirar.
Respiro fundo, longo, que preencha uma existência inteira.
Inundar-se de gotículas de ar a fim de se perder numa enxurrada de suspiro.
Entrar pelo nariz, mover o diafragma, enxer os pulmões até não poder mais — e soltar pela boca devagar, saboreando às avessas...
Oxigenar o cérebro e pedir aos neurônios uma lembrança que equivalha à solenidade ínfima desse movimento...
Seguem-se as notas da escola.
Por sua vez, as notas das músicas que enlevam e levam em si essa lufada ínfima de ser.
Depois, as notas de rodapé: em fonte mínima, longevidade ou não, nem sempre se lembra delas...
Então, nota de 5, 10, 20, 50... em si, papel-moeda é tudo igual — são as pessoas que acham que, numa balança, ele pesa o mesmo que uma vida.
Um grama.
Uma vida leve como a pluma, inundada por plantações de ar em solo fértil de alvéolos, pronunciando-se pela atmosfera de Ser...
Nota-se, por fim, que não há outro jeito de ensinar a vida a não ser que se seja dela um curioso aprendiz repleto de suspiros e respiros...

sábado, 11 de abril de 2009

20º CINESURPRESA


Para você que quer um programa diferente para o seu domingo de Páscoa, amanhã, 12 de abril, às 19h, encontre-se com o pessoal da Associação Cultural Vontade de Ver e amigos no 20º Cinesurpresa.

A proposta é simples: todos votam e escolhem um filme a assistir na hora do evento. Após a sessão, todos se reúnem e batem um papo muito legal sobre o que acabaram de assistir.

E aí, gostou da idéia?? Pois então prestigie e acompanhe as atualizações no blog do evento, que contém todas as informações dos bate-papos anteriores e tudo o que você quiser saber sobre o CINESURPRESA.


20º CINESURPRESA
19h
Cine Roxy (Gonzaga, Santos)

http://cinesurpresa.wordpress.com/

terça-feira, 7 de abril de 2009

“Senhora dos Afogados”


A 5ª Turma do Curso Técnico em Arte Dramática do Senac Santos convida todos a assistirem ao espetáculo Senhora dos Afogados, de Nelson Rodrigues, sob a direção de Alexandre Maradei.

Entrada Franca
Dias 8 e 09/04/09 – às 20 horas

Local: Teatro Guarany
Praça dos Andradas, esquina com a Rua Amador Bueno - Centro Histórico – Santos – SP

Estudante britânica busca marido para projeto de faculdade

Uma estudante britânica ficou tão desiludida com suas tentativas de arranjar um marido que resolveu transformar essa procura em um trabalho de faculdade. Alex Humphreys, de 23 anos, criou "The Husband Project"("O Projeto Marido") — um trabalho de arte conceitual que vai apresentar em seu curso na Faculdade de Arte e Design de Leeds, na Inglaterra. A estudante anunciou em seu blog que pretende encontrar e se casar com um homem nos próximos três meses e irá apresentar o casamento em seu trabalho acadêmico final. Mais de 150 supostos pretendentes já lhe responderam. (Mundo Online)

Fonte: Folha de S. Paulo, 30/03/2009, Cotidiano, C2


O casamento como projeto

Moacyr Scliar

Todo mundo — os pais, os amigos, os colegas de curso, os professores inclusive — diziam que era maluquice. Mas isso não a faria desistir, pelo contrário: estava certa de que sua ideia era absolutamente genial.

"O Projeto Marido". Por que não? Afinal, estava concluindo a faculdade de arte e design. De alguém que vai se graduar em arte, espera-se que tenha muita criatividade. E criatividade não lhe faltara ao bolar o seu projeto. Para a imensa maioria das pessoas, casamento resultava de uma rotina definida: o namoro, o noivado, a festa com a presença dos pais, dos familiares. Ela inovaria. Seu casamento seria como essas instalações que as pessoas veem em bienais e em outras exposições. Não se realizaria num templo ou num salão de festas; não, o cenário seria a própria faculdade, a sala onde os formandos apresentavam aos professores os trabalhos de conclusão de curso. Nessa sala, ela montaria um palco. Quando os professores e os colegas entrassem, a cortina se abriria, e ali estariam eles, ela e o marido, imóveis, abraçados, sorrindo fixamente, ela empunhando a certidão de casamento. Seria um sucesso, midiático, inclusive, e com repercussão mundial. A sua carreira de artista estaria automaticamente assegurada.

O projeto foi elaborado, apresentado aos professores, e, depois de muita discussão, aprovado. Tratava-se agora de levar a coisa adiante, e para isso ela recorreu à Internet. Choveram respostas; tantas que o problema agora era escolher alguém. Decidiu recorrer à sorte. Numerou os candidatos, e optou por aquele cujo número coincidia com o dia do aniversário dela. Por coincidência, o rapaz morava na mesma cidade. Foi procurá-lo, e foi uma decepção; ainda que bem-humorado, como ela exigira na mensagem, era um babaca, um cara ingênuo, sem nenhuma experiência de vida, e feio, ainda por cima. Mas a sorte estava lançada, e, claro, ela sempre poderia recorrer ao divórcio, caso o matrimônio não desse certo. Casaram uma semana antes do encerramento do curso.

Depois dos ensaios e dos preparativos, estavam prontos para mostrar a instalação. Tudo correu como ela previra. Tudo, menos o resultado. Os professores acharam a instalação medíocre, carente de talento. Reprovaram-na sumariamente e deixaram o recinto, acompanhados dos demais alunos.

Ali ficou ela, ainda no seu vestido de noiva. De repente, rompeu num pranto convulso; chorou, como nunca havia chorado na sua vida. Alguém abraçou-a desajeitadamente.

Era o seu marido, claro. Eu sempre estarei a seu lado, disse, com um sorriso tímido. Ela o olhou. Deu-se conta de que não era tão feio assim, o seu marido, e que parecia muito simpático. E aí começou a pensar que, de alguma surpreendente maneira, o projeto tinha dado certo.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Longe, aqui do lado:


Madeleine Alves




Preso dentro de mim, mora alguém que eu nem sei quem é.




Preso aqui dentro, os outros nem imaginam quem sou.




Os outros, dentro de seus mundos respectivos, não querem saber dos outros.




Não se admira que sejamos todos depressivos...
















Dança — Lívio Abramo