"Pequena história destinada a explicar como é precária a estabilidade dentro da qual acreditamos existir, ou seja, que as leis poderiam ceder terreno às exceções, acasos ou improbabilidades, e aí é que eu quero ver" (Julio Cortázar)


A Produtora Signos Possíveis começou neste blog de escrita. Aqui você encontrará uma seleção de textos escritos e escolhidos por Madeleine Alves. Para saber mais sobre o trabalho da produtora, procure a gente nas redes sociais!


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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Sueco de 81 anos lê o próprio obituário em jornal

Morte de Sven-Olof Svensson foi noticiada depois que sua irmã entendeu errado o diagnóstico dos médicos

Um senhor de 81 anos de Jönköping, na Suécia, ficou surpreso após ler o próprio obituário em um jornal local, depois que sua irmã se enganou em um telefonema com os médicos e acreditou o que homem havia morrido.
Sven-Olof Svensson foi levado ao hospital na noite de Natal após se sentir mal e, de acordo com o jornal sueco “The Local”, a irmã de Sven, que tem 90 anos, interpretou errado uma conversa por telefone que teve com os médicos que atendiam o senhor.
Achando que o irmão havia partido, a senhora chamou uma amiga e rapidamente escreveu um obituário, que foi publicado no jornal local “Jönköpings-Posten”. O senhor, que já tinha lido o jornal no dia seguinte, levou o erro com bom humor, e conversou com a irmã quando ela foi buscar os itens pessoais do sueco, e se espantou ao ver que ele ainda estava na cama do hospital.
Rindo da situação, Svensson até chamou um repórter do jornal local para que fosse publicada uma “continuação” da reportagem, corrigindo o erro. “Todos vamos pela mesma estrada. Cedo ou tarde você acaba na seção de obituários. Vivi uma vida fantástica, tenho 81 anos e não posso reclamar da minha idade”, declarou Sven.
Ao final, o senhor chegou até a citar o escritor Mark Twain, que foi vítima de dois boatos a respeito de sua morte, sendo um deles publicado em forma de obituário em um jornal. “Os rumores de minha morte foram muito exagerados”, finalizou Svensson.
Fontes: http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2014/01/senhor-e-dado-como-morto-e-le-o-proprio-obituario-em-jornal-na-suecia.html

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/33556/sueco+de+81+anos+le+o+proprio+obituario+em+jornal.shtml

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Físicos encontram evidências de que realidade pode ser uma mera simulação virtual


Por Anderson Kreutzfeldt

Quem diabos está jogando “The Sims” com a gente?
Acredite se quiser: Físicos encontram evidências de que a nossa realidade pode ser uma mera simulação virtual. Fazemos nós parte do melhor videogame já criado?
Não, você não leu errado. De acordo com estudiosos cientistas da Universidade de Bonn, certos aspectos do nosso mundo físico são sustentados por elementos que indicam que a nossa realidade pode não ser nada mais do que uma simulação computadorizada.
A ideia de que somos apenas figuras sustentadas por tecnologias e intelectos superiores parece meio absurda, não é mesmo? O fato é que o cientista planetário Rich Terrile (NASA) acredita veementemente na teoria de que nossa vida não é nada mais do que um videogame.
Silas Beane foi o pesquisador que liderou um grupo de físicos que levantou uma hipótese muito interessante. Segundo as pesquisas, a teoria que mais ganha força é a de que somos uma simulação dentro de outra simulação dentro de outra e assim sucessivamente, com um cenário enriquecido em detalhes, que provavelmente se parece muito com a vida dos nossos “criadores”, para dar a impressão de realidade absoluta. Aparentemente, vivemos em um universo artificial e somos incapazes de nos darmos conta desse fato.
Existe uma teoria chamada “Teoria de campo reticulado” (teoria de física contrária à noção de tempo e espaço continuum da qual temos conhecimentos). Os pesquisadores se basearam nessa teoria para lançar a ideia de que uma simulação de computador (ou um videogame, se preferirem) das próprias leis físicas, que em determinado momento parecem contínuas e que seriam obrigatoriamente inseridas em um retículo espacial, uma adição para a simulação na qual podemos estar vivendo neste momento. Esse retículo tridimensional avança em pequenos passos temporais que limitam a quantidade energética que as partículas virtuais possuem dentro do sistema. Em outras palavras, um recurso virtual que impões “limites”, que poderiam ou não existir para os nossos amados e anônimos criadores.
Isso realmente acontece em certos processos de física quântica que envolvem uma grande quantia de energia (nos raios laser, por exemplo, ou em um feixe de elétrons). Esse retículo limita a energia para que as partículas ocupem seu próprio espaço, com um máximo de energia para que nada nesse “sistema” seja menor do que este permite.
“Se o cosmos é uma simulação numérica, deve haver pistas no espectro de raios cósmicos de alta energia” – dizem os teóricos – ou seja, os raios cósmicos viajariam ao longo dos eixos de uma estrutura, de modo que não conseguiríamos vê-los equalizados em todas as direções.
Com a tecnologia atual e os recursos dos quais a humanidade dispõe, não podemos assegurar definitivamente que estes pesquisadores estão certos ou errados, porém somos plenamente capazes de verificar dentro de algum tempo de estudo, como se orienta a estrutura em que o nosso universo foi criado (ou é simulado, se preferirem).
É uma ideia alucinante e um bocado assustadora, porém, os cálculos de Silas Beane e dos outros pesquisadores deixaram lacunas que não podem ser ignoradas. O principal contra-argumento á teoria dos físicos é que o suposto computador que criou todo nosso universo poderia ter sido criado de qualquer maneira, visto que foi desenvolvido por inteligências e tecnologias muito superiores à nossa, de modo que as técnicas se demonstrariam imperceptíveis a nossos nanicos cérebros humanos.
É claro, acreditar ou não nessa teoria vai de cada um. Mas, se os cientistas estiverem mesmo certos e somos produtos de uma simulação que funciona como uma espécie de videogame, devemos perguntar-nos: Quem diabos está jogando “The Sims” com a gente, porque, que fiquem avisados: o jogo possui alguns bugs como Justin Bieber e Neymar.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Apenas um pequeno... Incidente



Comissão que audita contas paralelas tem até um morto

Trata-se de Celso Aparecido Rodrigues, diretor financeiro do Senado. Ele foi designado para o Conselho de Supervisão do SIS (Sistema Integrado de Saúde) em agosto de 2003. Morreu dois anos depois.

Em tese, o colegiado deveria analisar as movimentações de três contas criadas para gerir as contribuições mensais dos funcionários que aderiram ao plano de saúde do Senado. Mas na prática essa tarefa coube exclusivamente ao ex-diretor-geral Agaciel Maia.

"Nunca participei de qualquer reunião desse conselho", disse ontem um de seus integrantes, o ex-diretor-geral Alexandre Lima Gazineo.

Como foi revelado pelo jornal neste domingo, as contas bancárias (duas na Caixa Econômica Federal e uma no Banco do Brasil) têm saldo de R$ 160 milhões e são movimentadas constantemente -somente neste ano, já foram sacados R$ 6 milhões. As retiradas são realizadas sem controle, já que, desde 1997, por decisão da Mesa Diretora do Senado, não constam da contabilidade oficial da Casa nem do Siafi (o sistema federal de acompanhamento dos gastos públicos).

A comissão, a quem caberia cuidar desse controle, ainda tem a mesma composição de 2003. No papel, é presidida pelo senador Romeu Tuma (PTB-SP), que foi designado na condição de primeiro-secretário do Senado, cargo que não ocupa desde 2004.

Entre as medidas anunciadas neste domingo pelo diretor-geral do Senado, Haroldo Tajra, está a definição de um novo presidente do conselho e a indicação dos demais membros, que serão escolhidos na próxima reunião da Comissão Diretora do Senado, sem data marcada.

Fonte: Folha de S. Paulo, 06/07/2009

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Médicos descobrem árvore crescendo em pulmão de paciente


Russo reclamava de dor no peito e tosse; médicos suspeitaram de câncer.
Em cirurgia, foi encontrada planta de cerca de 5 cm em órgão de paciente.

Cirurgiões na Rússia acreditavam que iriam retirar um tumor do pulmão de um paciente de 28 anos. No entanto, eles encontraram uma planta - de cerca de 5 centímetros - crescendo no interior do órgão do paciente.

O incidente ocorreu na região dos Urais, segundo o diário "Komsomolskaya Pravda". Artyom Sidorkin reclamava de dor no peito e relatava aos médicos que tossia sangue. "Quando me disseram que haviam encontrado uma árvore no meu pulmão, pisquei e acreditei que estava delirando", conta Sidorkin.

Os médicos acreditam que Sidorkin tenha inalado uma semente de um abeto - uma árvore conífera comum na América do Norte, Ásia e Europa -, que depois começou a brotar em seu pulmão.

Fonte: Portal G1 (Planeta Bizarro), 13/04/09

terça-feira, 7 de abril de 2009

Estudante britânica busca marido para projeto de faculdade

Uma estudante britânica ficou tão desiludida com suas tentativas de arranjar um marido que resolveu transformar essa procura em um trabalho de faculdade. Alex Humphreys, de 23 anos, criou "The Husband Project"("O Projeto Marido") — um trabalho de arte conceitual que vai apresentar em seu curso na Faculdade de Arte e Design de Leeds, na Inglaterra. A estudante anunciou em seu blog que pretende encontrar e se casar com um homem nos próximos três meses e irá apresentar o casamento em seu trabalho acadêmico final. Mais de 150 supostos pretendentes já lhe responderam. (Mundo Online)

Fonte: Folha de S. Paulo, 30/03/2009, Cotidiano, C2


O casamento como projeto

Moacyr Scliar

Todo mundo — os pais, os amigos, os colegas de curso, os professores inclusive — diziam que era maluquice. Mas isso não a faria desistir, pelo contrário: estava certa de que sua ideia era absolutamente genial.

"O Projeto Marido". Por que não? Afinal, estava concluindo a faculdade de arte e design. De alguém que vai se graduar em arte, espera-se que tenha muita criatividade. E criatividade não lhe faltara ao bolar o seu projeto. Para a imensa maioria das pessoas, casamento resultava de uma rotina definida: o namoro, o noivado, a festa com a presença dos pais, dos familiares. Ela inovaria. Seu casamento seria como essas instalações que as pessoas veem em bienais e em outras exposições. Não se realizaria num templo ou num salão de festas; não, o cenário seria a própria faculdade, a sala onde os formandos apresentavam aos professores os trabalhos de conclusão de curso. Nessa sala, ela montaria um palco. Quando os professores e os colegas entrassem, a cortina se abriria, e ali estariam eles, ela e o marido, imóveis, abraçados, sorrindo fixamente, ela empunhando a certidão de casamento. Seria um sucesso, midiático, inclusive, e com repercussão mundial. A sua carreira de artista estaria automaticamente assegurada.

O projeto foi elaborado, apresentado aos professores, e, depois de muita discussão, aprovado. Tratava-se agora de levar a coisa adiante, e para isso ela recorreu à Internet. Choveram respostas; tantas que o problema agora era escolher alguém. Decidiu recorrer à sorte. Numerou os candidatos, e optou por aquele cujo número coincidia com o dia do aniversário dela. Por coincidência, o rapaz morava na mesma cidade. Foi procurá-lo, e foi uma decepção; ainda que bem-humorado, como ela exigira na mensagem, era um babaca, um cara ingênuo, sem nenhuma experiência de vida, e feio, ainda por cima. Mas a sorte estava lançada, e, claro, ela sempre poderia recorrer ao divórcio, caso o matrimônio não desse certo. Casaram uma semana antes do encerramento do curso.

Depois dos ensaios e dos preparativos, estavam prontos para mostrar a instalação. Tudo correu como ela previra. Tudo, menos o resultado. Os professores acharam a instalação medíocre, carente de talento. Reprovaram-na sumariamente e deixaram o recinto, acompanhados dos demais alunos.

Ali ficou ela, ainda no seu vestido de noiva. De repente, rompeu num pranto convulso; chorou, como nunca havia chorado na sua vida. Alguém abraçou-a desajeitadamente.

Era o seu marido, claro. Eu sempre estarei a seu lado, disse, com um sorriso tímido. Ela o olhou. Deu-se conta de que não era tão feio assim, o seu marido, e que parecia muito simpático. E aí começou a pensar que, de alguma surpreendente maneira, o projeto tinha dado certo.

terça-feira, 24 de março de 2009

Crise aumenta procura por doces nos EUA


Raymond Schneider educadamente passou pela multidão de clientes para alcançar a caixa de barras de doces Dylan's da loja Bloomingdale's de Nova York. Desde que foi demitido, em dezembro, o decorador de interiores de 33 anos diz ter se viciado em balas, estocando os doces toda vez que vai fazer compras.

"O açúcar faz com que eu me sinta melhor", ele disse, ao colocar uma caixa de balas Red Licorice Scottie Dogs na sacola. "Não há nada mais estressante do que a insegurança financeira que se espalha pelo mundo".

A recessão parece ter um lado doce. Conforme o desemprego aumenta, os americanos adultos passaram a consumir mais doces, afirmam os fabricantes, donos de lojas e especialistas do setor.

As teorias sobre o motivo disso variam. Para muitos, o açúcar melhora o humor prejudicado pela situação econômica, dizem os donos de lojas e oficiais do setor. Para outros, os doces oferecem uma lembrança nostálgica de tempos melhores. Além disso, eles são relativamente baratos.

"As pessoas podem até se permitir um pouco mais quando o momento é difícil", disse Jack P. Russo, analista da corretora de lojas Edward Jones de St. Louis. "Estes são itens baratos que as pessoas podem comprar facilmente".

Na loja Candyality, na região de Lakeview em Chicago, os negócios aumentaram cerca de 80% em relação ao ano passado, afirmou a dona Terese McDonald, que disse estar com dificuldades para acompanhar a demanda.

Na Candy Store de San Francisco, a dona, Diane Campbell, triplicou suas compra de doces mais nostálgicos nos últimos meses. Muitos de seus clientes dizem que apesar de viverem com menos, ainda separam algum dinheiro para os doces. "Eles colocam doces no orçamento familiar", ela disse.

Muitas grandes fabricantes de doces reportaram aumento nas vendas e lucros surpreendentes. A Cadbury reportou aumento no lucro de 30% em 2008 e a Nestle 10,9%. A Hershey, que teve dificuldades durante a maior parte de 2008, obteve lucros de 8,5% no primeiro quadrimestre deste ano.

"Tudo vai bem na terra dos doces", disse Jamie Hallman, dono da loja Sweetdish no distrito da Marina em São Francisco.


Fonte: site IG — Último Segundo: The New York Times

quarta-feira, 11 de março de 2009

Robô programado para amar tem "ataque obsessivo"


Começo hoje, aqui no Signos Possíveis, uma nova seção, intitulada "Real Ficção". Como já sugere o nome, tratará acerca daqueles pequenos detalhes que nos mostram que realidade e ficção são indissoluvelmente irmãs — e estão em todos os lugares!

Espero que gostem.



Robô programado para amar tem "ataque obsessivo"



Kenji, um robô da Robotic Akimu, empresa ligada à Toshiba, foi programado para emular todo tipo de emoção humana, inclusive o amor. Depois de uma assistente de pesquisa passar vários dias com o robô para estudar seu comportamento e instalar novas rotinas de aplicativos, ele acabou aparentemente perdendo o controle.


Em um desses dias, quando a pesquisadora tentou ir embora, se surpreendeu ao encontrar Kenji na porta que dava passagem para a saída. Além de se recusar a desbloquear a passagem, o robô começou a abraçar a assistente de pesquisa repetidamente.



Ela só pôde sair após pedir socorro por telefone a outros membros da equipe que estavam fora da sala. Eles conseguiram desligar o robô pelas suas costas.

O site CrunchGear relata que, além dos abraços, Kenji expressava seu amor pela vítima com ruídos estranhos. De acordo com o site Geekologie, o Dr. Takahashi, um dos pesquisadores envolvidos no projeto, anunciou que Kenji deve ser desligado permanentemente.

Mas o cientista, otimista, declarou que espera produzir outro robô que tenha sucesso onde Kenji falhou.



"Esse foi apenas um pequeno contratempo. Tenho plena fé que um dia viveremos lado a lado com eles, e que até possamos amar e ser amados por robôs", disse.



Fonte: site Terra — Tecnologia (Segunda, 9 de março de 2009, 15h24 )