"Pequena história destinada a explicar como é precária a estabilidade dentro da qual acreditamos existir, ou seja, que as leis poderiam ceder terreno às exceções, acasos ou improbabilidades, e aí é que eu quero ver" (Julio Cortázar)


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Re-mar

O Almoço dos Remadores (1881), de Pierre-Auguste Renoir. 

De todos, sou a que bebe.
Alheia, distante, sorvendo lentamente divagações líquidas.
Visto um cinza que me apaga. Uso um chapéu florido que não me destaca.
Sigo sorvendo de um copo quase vazio — a vida.
Olhos no além, fluxo de pensamento — remar, remar...
Re-mar.

Não há alimento que me almoce hoje.
Madeleine Alves

3 comentários:

Felicidade disse...

Filha amei, meu pintor preferido porque pintou a felicidade. Te amo por escrever coisas especiais. Parabéns.

Jessica Moraes disse...

nossa, que perfeito Mad! tomara que um dia eu chegue a esse nível! de viajar no texto e na tela...

Madeleine Alves disse...

Ow, minhas queridas!! Valeuzaço pelos comentários, vcs são D+!!!

Bjussssssssssss

Mad [/)]