O Almoço dos Remadores (1881), de Pierre-Auguste Renoir.
De todos, sou a que bebe.
Alheia, distante, sorvendo lentamente divagações líquidas.
Visto um cinza que me apaga. Uso um chapéu florido que não
me destaca.
Sigo sorvendo de um copo quase vazio — a vida.
Olhos no além, fluxo de pensamento — remar, remar...
Re-mar.
Não há alimento que me almoce hoje.
Madeleine Alves
