"Pequena história destinada a explicar como é precária a estabilidade dentro da qual acreditamos existir, ou seja, que as leis poderiam ceder terreno às exceções, acasos ou improbabilidades, e aí é que eu quero ver" (Julio Cortázar)


terça-feira, 5 de setembro de 2017

Solfejo

Madeleine Alves

A verve do verso volta
quando o sangue ferve.

O dia morno sorve a fé
o fá o dó o si
— lá se vai e outra vez volta...

Volta teus olhos pro Azul
que a linha corta a Lua
em rósea cruz
contra dias gris.

Amorável signo da sina:
não segues só se há alguém que reza por ti.

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